domingo, 30 de setembro de 2007

A dolorosa Segunda

Aqui vamos nós. A inevitável segunda-feira. Posso comparar a segunda-feira a uma vontade de fazer ir ao banheiro durante uma prova importante. "Como assim?!" É simples. A semana segue o seu fluxo normal (agradável ou não, como uma prova). Eis que você sente aquelas "pontadas no pâncreas". Não tem como escapar, amigo. É a derradeira. A segunda-feira chegou.

E ai de você se ignorar essas pontadas ou fingir que não é segunda! Simplesmente não dá. Você tem é que se retirar da prova, e cumprir suas obrigações para com a segunda. Misturando, e resumindo, a segunda-feira nada mais é do que uma necessidade fisiológica da semana. Você pode se apertar, fingir que não é com você e até esticar o fim de semana. Mas uma hora vai ser A Hora, não há pra onde correr.

Só que, assim como na prova, não tem como ficar trancado no banheiro por horas a fio, dando uma de rei, esperando a segunda-feira acabar (percebeu como já misturei tudo?). A segunda não vai acabar sozinha, você tem que colaborar.

Então, todo o mau-humor e indisposição que te atormentavam precisam ir embora. "Sai deste corpo que não te pertence!". É hora de levantar a cabeça, sacudir a poeira e se limpar, pois já é segunda-feira e cagada já está feita. E não adianta gritar "Mãe, já acabei!" porque você já deve ser bem grandinho.

Mas tem algumas segundas que, infelizmente, não são tão simples de serem "limpas".
Esse post é pra quem sabe que por mais que a segunda-feira seja uma bosta, se limpar e seguir adiante não vai ser tão fácil.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Engenharia de Trânsito: o caô do século 21

"É tudo mentira". Estava hoje, mais uma vez, no eterno calvário diário do trânsito carioca enquanto reparava nos guardas com o uniforme da CET-RIO e pensei "É tudo mentira". É inconcebível o fato de que haja uma engenharia por trás desse caos urbano. Não é pra vender o meu peixe só porque faço engenharia, mas porra, engenharia não é nada à galega não!

Comecei a pensar isso enquanto estava preso no trânsito do elevado, sentido Barra. Que por sua vez também tem uma faixa reversível. Isso é quase um bissexualismo viário e se espalha cada vez mais. Ou é de um jeito ou é de outro! Esse lance de ser "reversível" é muito moderninho pro meu gosto.

Prosseguindo, alguns caras da CET-RIO tem o emprego mais mole do Rio: ficam apitando e acenando para os carros durante horas. Não precisa apitar nem acenar, amigo! Eu não estou a 20Km/h porque eu quero... Um apito no seu juízo, buzinaço e o calor sub-saariano dessa cidade é a combinação perfeita para um dia perfeito. Só me faltou um carona mandão, "Acelera, freia, ultrapassa!".

Eu não consigo acreditar que alguém estude essa bagunça. Engenharia de Trânsito (ET) é uma ciência oculta, algo meio mutretado, sei lá, uma porra louca. Loteria ou roleta russa, depende da sua sorte. E é algo tão eficiente e útil quanto horóscopo de jornal. Poderia até ter uma coluna de ET ao lado do horóscopo, como por exemplo: "Áries: Muita energia positiva no engarrafamento; Touro: Não se deixe levar pelas buzinas invejosas; Gêmeos: O trânsito livre na faixa central lhe trará um amor do passado". Ah, não meta essa pra cima de moi.

Tem gente que acredita em horóscopo e tem gente que acredita em Engenharia de Trânsito. Eu prefiro acreditar em saci japonês.

Engenhalia de Tlânsito, né?

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Maldita porcaria de faixa reversível


Faixa Reversível da Linha Amarela, 7:15

Como alguém poderia achar que uma coisa dessas funcionaria? Liberar uma pista no sentido contrário para aliviar o trânsito. Quando você tem um trânsito infernal nos dois sentidos, fazer isso é o mesmo que vomitar o almoço para ter o que comer na janta.

Só vejo uma solução pra isso: pedágio a R$ 10,00 e ônibus a R$ 1,00. Assim, acho que nem o pessoal do Méier consegue entupir a via expressa. Mas é bom não subestimá-los.

E quando a semana já começa com a Linha Amarela vazando carro pelo ladrão, te prepara porque vai ser quente. Contanto que ninguém lixe os meus dentes essa semana, já estarei no lucro.